Efeito neve:

Peça do Mês de Junho - 2010 - ARA VOTIVA






Super-categoria: Arqueologia.
Categoria: Epigrafia.
Sub-categoria: Rituais/Religião.
Denominação: Altar/Ara Votiva
N.º Inv. XXX/MRF/NcARQ/28/09
Descrição: Ara de granito de grão grosso com base, cornija e foculus. O foculus é circular, em relevo, entre acrotérios e frontões triangulares. Campo epigráfico com inscrição votiva de 4 linhas.
Inscrição: Insidi / Cornelia / Saturnina / ex. voto.
Interpretação: Cornélia Saturnina dedicou este altar a Ísis por causa de um voto que havia feito anteriormente.
Época: Romana; Última metade do séc. II.
Matéria: Granito
Medidas: Alt. - 92 cm ; Larg. - 53x40 cm ; Esp. - 40 cm ; Alt. das letras. - 6>8 cm.
Procedência do achado: Igreja de Outeiro Jusão, freguesia de Samaiões, concelho de Chaves.
Circunstâncias do achado: Esta ara foi redescoberta em 1932 pelo Padre Silvino da Nóbrega, na igreja de Outeiro Jusão.





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Pelourinho de Chaves




Tipologia: Arquitectura jurisdicional, revivalista. Pelourinho revivalista de tabuleiro e fuste torso.

Classificação: Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público.

Características: Pelourinho revivalista em neomanuelino, de tabuleiro quadrangular com quatro colunelos nos ângulos e esfera armilar central acrescentados numa das reconstruções do séc. XX.



Descrição: Soco de planta quadrada formado por cinco degraus. Do lado Este possui mais um degrau, devido ao declive do pavimento da Praça. Plinto prismático com molduras e chanfro nas arestas. Fuste torso, constituído por três elementos, suportando um capitel com molduras e um friso com decoração vegetalista. De um lado do capitel as armas do reino, do outro as de Chaves: brasão com as armas de Portugal, com bordadura de oito castelos, ladeado por duas chaves com grandes palhetões de três dentes voltados para cima e para o centro; servindo de apoio, troço de ponte constituído por quatro arcos. Sobre os cantos do tabuleiro formado pelo capitel destacam-se quatro colunelos torcidos, tendo ao centro um outro liso e maior, encimado por bocel e esfera armilar.



História:

• 1258, 15 Maio - D. Afonso III concede o foral à vila, instrumento de autonomia concelhia e de incentivo ao repovoamento;

• 1350 - D. Afonso IV confirma todos os antigos privilégios por carta de foral;

• 1514, 7 Dezembro - D. Manuel concede-lhe foral novo;

• 1515 - construção do pelourinho frente aos Paços do Concelho, na Praça da República, símbolo maior da autonomia judicial;

• 1864, finais - demolição dos velhos Paços do Concelho, vendidos à Sociedade Civilisadora Flaviense, para no seu terreno se construir a nova sede daquela sociedade;

• 1870 - vereação manda nivelar a praça, construindo-se um lageado de granito, conhecido como "eira", mandando-se apear o pelourinho, por prejudicar a regularidade do lageado e ali já não existirem os Paços do Concelho; em vez de o transferirem para frente do novo edifício, ergueram-no no pequeno largo da Madalena, colocando-se um catavento de ferro cravado no capitel;

• anos depois - foi novamente apeado para a construção de um fontanário no local; o seu fuste e capitel estiveram arrumados muitos anos no quintal do Tenente Coronel Sousa Machado, no largo da Madalena;

• 1910 - depois de proclamada a República, houve a ideia de o reerguer frente à Câmara; o Padre António José Serimónias propôs em sessão camarária a reconstrução do pelourinho e do cruzeiro;

• 27 Outubro - aprovado em sessão de câmara, devendo colocá-los no lugar onde antigamente se erguiam - o largo de Camões e do Anjo, respectivamente; os largos deviam ser devidamente calcetados e embelezados; para a base, foi-se buscar os elementos de um cruzeiro que em tempos houve quase à entrada do caminho para a Capela do Pópulo; para o remate, introduziram-se outras pedras de granito, pôs-se a meio do capitel um pequeno plinto, cravou-se-lhe em cima uma esfera armilar, que em tempos servira de ornato a um chafariz, e pôs-se-lhe à volta 4 pináculos;

• 1911, 19 Janeiro - pagamento de 15$660 a Francisco Moreiras, morador na vila, para a colocação e aformesamento do Pelourinho no Largo Camões;

• 16 Fevereiro - por promoção do Senhor Administrador do Concelho, foi deliberado mandar concluir a reconstrução do Pelourinho no Largo Camões;

• 1919 - a vereação eleita neste ano mandou apear o pelourinho aquando do arranjo do largo Camões;

• 1920 - apeamento do pelourinho;

• 1934 - novamente erguido na Praça da República, onde ainda hoje se encontra.



Observações: Um autor anónimo descreveu o pelourinho manuelino como sendo constituído por coluna, sem base, com o fuste assentando directamente em pequeno patamar quadrangular, servido em todas as faces por escadas de três degraus na parte mais baixa do terreno e por dois na parte mais alta; o fuste compunha-se por dois blocos cilíndricos de granito, colocados verticalmente um sobre o outro e grosseiramente trabalhados a pico grosso, a dar aspecto pouco mais que esboçado, de quatro colunas torcidas sobre si; sobrepujava-o capitel de base quadrada, tronco de pirâmide quadrangular invertida, de faces sem relevos, em duas das quais, as voltadas a Norte e a Oeste, havia vestígios de antigas pinturas posteriores, conhecendo-se serem dois escudos, um com as armas reais e outro com as da vila.




De visita pela cidade de Chaves, não deixe de visitar este e outros monumentos que fazem parte do vasto património da cidade e que serão dados a conhecer ao longo do percurso do blogue do Museu da Região Flaviense.


A informação apresentada foi recolhida do IGESPAR e da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Para mais informações consulte as suas páginas Web nos seguintes sítios:

 
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Peça do Mês de Maio - 2010 - PONTA DE LANÇA






Denominação: Ponta de lança tipo palmela
N.º Inv. XXX/MRF/NcARQ/424/09
Descrição: Ponta de lança de cobre arsenical tipo Palmela, forma oval, alongada, de secção sub-elíptica achatada, pedúnculo bem destacado, fracturado, de secção rectangular.
Época: Calcolítico/Bronze inicial; 3.º Milénio a. C. - 1800 a. C. aprox.
Matéria: Cobre arsenical
Peso: 11 grs.
Medidas: Comp. - 6,5 cm ; Larg. - 2,3 cm ; Esp. - 2 mm
Procedência do achado: Castro de S. Lourenço, freguesia das Eiras, concelho de Chaves.


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Peça do Mês de Abril - 2010 - FÍBULA DE CHARNEIRA








Denominação: Fíbula de Charneira tipo Transmontana
N.º Inv. XXX/MRF/NcARQ/453/09
Descrição: Fíbula de Charneira tipo Transmontana, de arco oval decorado em crista, de alfinete em mola, com veio bastante pronunciado, terminando em botão bilateral. Servia para prender as vestes.
Época: II Idade do Ferro. Séc. IV - III a. C. aprox.
Matéria: Bronze
Peso: 15 grs.
Medidas: Comp. - 4 cm ; Larg. - 3,4 cm
Procedência do achado: Região Flaviense



 
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Estatística



Para que possa saber o número de pessoas que ao longo dos últimos anos nos visitaram, apresentamos-lhe a informação estatística reunida em quadros anuais desde 2003.



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Peça do Mês de Março - 2010 - ARGOLAS DE FIO DE OURO







Denominação: Argolas de fio de ouro
N.º Inv. 944/MRF/NcARQ/761/09
Descrição: Argolas de fio de ouro de provável pescoceira. Conjuntos de dois a cinco aros unidos por curtos fios, de secções rectangulares, encadeados, de diâmetros desiguais e diversas espessuras, com as extremidades unidas ou sobrepostas. A irregularidade de fios faz pensar que não tenha funcionado como objecto de adorno, mas apenas como metal entesourado ou matéria-prima.
Época: Bronze Final
Matéria: Ouro
Peso: 213 gr.
Procedência do achado: Forte de S. Francisco (Alto da Pedisqueira), freguesia de St.ª Maria Maior, concelho de Chaves, distrito de Vila Real.
Ano da Incorporação: 1944


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Projecto "Viver a Escola"


Um Património Vivo:


O Museu da Região Flaviense, em colaboração com o projecto “Viver a Escola” da Divisão de Educação e Desporto, tem a decorrer desde o dia 1 de Março a acção “Um Património Vivo”, dirigida aos Jardins de Infância do concelho.

A acção inicia-se com a visualização de uma projecção infantil, que se serve dos objectos do Museu para transportar o imaginário das crianças para a época castreja, tentando dar a conhecer o modo de vida, habitações, utensílios e actividades de então. Dando especial relevo à temática da divisão social do trabalho, que se começa a evidenciar nesta época, tentando contrapor “as profissões de ontem com as de hoje”.

Num segundo momento, as crianças participam numa oficina lúdico-pedagógica de expressão plástica, onde são convidadas a criar e produzir objectos de adorno de inspiração castreja em pasta de modelagem e outros materiais. É abordado o significado destes objectos, bem como quem os usava e com que funções.


Por fim, é feita uma visita guiada ao espólio do Museu, onde as crianças são desafiadas a descobrir que peças da exposição foram vistas aquando da projecção.

A iniciativa visa dar a conhecer o quotidiano, o modo de vida e as actividades das populações castrejas do Norte de Portugal, revelar o Património Cultural local, divulgar as colecções Pré-Romanas do Museu, estimular a curiosidade pelos espaços museológicos e dinamizar o Museu e suas colecções envolvendo as escolas, criando uma relação de cumplicidade.

Fique com alguns momentos desta iniciativa.




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Peça do Mês de Fevereiro - 2010 - MACHADO PLANO





Denominação: Machado Plano
N.º Inv. 993/MRF/NcARQ/710/09
Descrição: Machado plano de cobre arsenical com dupla face, secção transversal rectangular e bordo ligeiramente encurvado.
Época: Bronze Inicial
Matéria: Cobre Arsenical
Peso: 670 gr.
Medida: Comp. - 17 cm ; Larg. - 10,1 cm ; Esp. - 1 mm
Procedência do achado: Fraga da Pitorga, freguesia de St.º António de Monforte, concelho de Chaves, distrito de Vila Real.
Ano do achado: 1993


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Jogos com História


O Núcleo de Arqueologia e Pré-História do Museu da Região Flaviense contempla na sua colecção vestígios pré-romanos e romanos. Se queres aprender de forma divertida como viviam estes povos, aventura-te nos vários jogos que te oferecemos e põe os teus conhecimentos à prova.

Os Povos Recolectores e Agro-Pastoris


Os Romanos


BOA SORTE!

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Peça do Mês de Janeiro - 2010 - PADRÃO DOS POVOS






Denominação: Padrão dos Povos
N.º Inv. 980/MRF/NcARQ/1/09

Descrição: Coluna cilíndrica em granito, perfeitamente vertical e com espigão na base. Toda ela é ornamentada com inscrições honoríficas em caracteres latinos com dedicatória das "civitates" a todas as autoridades romanas mencionadas. Parte do corpo cilíndrico encontra-se com uma fractura cravejada com pregos, pelo que resulta a falta de parte da inscrição. Apresenta ainda uma marca lateral na parte inferior desferida pelos ganchos da máquina escavadora aquando do achado. Na parte superior encontram-se rasuradas algumas linhas na inscrição epigráfica.

Inscrição: IMP (eratori) CAES (ari) VE [sp (asiano) AVG (usto) PONT (ifici)] / MAX (imo) TRIB (unicia) POT (estate) [X IMP (eratori) XX P (atri) P (atriae) CO (n) S (uli) IX] / IMP (eratori) VESP (asiano) CAES (ari) AV [g (usti) F (ilio) PON (ifici) TRIB (unicia) / POT (estate)] VIII IMP (eratori) XIIII CO (n) S [s (uli) VII] / G (aio) CALPETANO RA [ntio Quirinali] / VAL (erio) FESTO LEG (ato) A [ug (usti) PR (o) PR (aetore)] / D (ecimo) CORNELIO MA [eciano Leg (ato) AUG (usti)] / L (ucio) ARRUNTIO MAX [imo Proc (uratori) AUG (usti)] / LEG (ioni) º VII GEM (inae) [Fel (ici)] / CIVITATES [X] AQUIFLAVIEN [ses Aobrigenses] / BIBALI COEL [erni Equaesi] / INTERAMIC [i Limici Aebisoci] / QUARQUE [r] NI TA [magani]

Interpretação: Estas dez civitates (povos), a saber, Aquiflaviense, Aobrigenses, Bíbalos, Coelernos, Equésios, Interâmicos, Límicos, Aebisocos, Quaquernos e Tamaganos fazem a presente dedicatória ao César Imperador Vespasiano Augusto Pontífice Máximo, quando gozava da vigésima potestade tribunícia, Pai da Pátria, cônsul pela nona vez. Do mesmo modo ao César Imperador Vespasiano, filho de Augusto, Pontífice, gozando da oitava potestade tribunícia e da décima quarta imperatória, cônsul pela sexta vez (damnatio memoriae de Dimiciano). Também a Caio Calpetano Râncio, Quirinal Valério Festo, Legado Propretor de Augusto, a Décio Cornélio Maeciano, Legado de Augusto, a Lúcio Arrúncio Máximo, Procurador de Augusto e, finalmente, a Legião Séptima Gémina Feliz.

Época: Época Romana/Período de governo do Imperador César Vespasiano Augusto. Século - I; Ano – 79.
Matéria: Granito
Medida: Alt. - 177 cm ; Diâm. - 55 cm
Procedência do achado: Leito do Rio Tâmega, junto à Ponte Romana, concelho de Chaves, distrito de Vila Real.
Ano do achado: 1980



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O Museu em Notícia


Visita virtual:




O Museu da Região Flaviense foi capa do Cartaz Cultural do mês de Dezembro da Tv Localvisão.

Venha fazer uma visita virtual ao núcleo arqueológico do Museu da Região Flaviense e conhecer a nossa colecção museológica.






Esperamos ter-lhe aberto o "apetite cultural". Não se fique apenas pela visita virtual, visite in loco o nosso espaço cultural na Praça de Camões, junto à Câmara Municipal.


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Desfile de Moda


Património com Estilo:



A designer flaviense, Liliana Baptista, organizou em parceria com o Núcleo de Arqueologia do Museu da Região Flaviense um desfile de moda.

O espaço do Museu transformou-se numa verdadeira passerelle, servindo de palco ao desfile da colecção de inverno 2009/2010. Por entre o Padrão dos Povos, a coluna romana, marcos miliários e vitrinas cheias de História desfilaram na passadeira vermelha manequins de tenra idade e jovens flavienses, acompanhados pela música ao vivo da Academia de Artes de Chaves. Foi, certamente, uma forma criativa de simbiose entre o antigo e o moderno, o património, a moda e a música.

A iniciativa decorreu na noite de dia 5 de Dezembro, a partir das 21h00, e teve como objectivos promover e valorizar o património histórico local, bem como incentivar o comércio e o trabalho de criadores locais.

Foram muitas as pessoas que não quiseram deixar de marcar presença neste evento e que após o desfile se deixaram levar pelo chamamento das peças em exposição, não resistindo a uma apreciação mais detalhada.

Dado o feedback positivo do público, será certamente uma iniciativa a repetir.

Para quem não viu o desfile ou para quem viu e queira recordar aqui fica a nossa galeria de fotografias sobre o evento.






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Peça do Mês de Dezembro - 2009 - ESPIRAL EM OURO






Denominação: Anel espiralado
N.º Inv. 993/MRF/NcARQ/752/09
Descrição: Espiral cilíndrica de ouro, de 3 voltas, constituída por arame liso de secção sub-rectangular muito regular. Apresenta as extremidades mais estreitas.
Época: Bronze Inicial
Matéria: Ouro
Peso: 21 gr.
Medida: 2,3 cm
Procedência do achado: Fraga da Pitorga, freguesia de St.º António de Monforte, concelho de Chaves, distrito de Vila Real.
Ano do achado: 1990


Todos os meses, o blogue do Museu da Região Flaviense terá uma peça do seu espólio em destaque, para que possa conhecer melhor a nossa colecção museológica.

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Projecto "Viver a Escola"


Um Património Vivo:

Um dos objectivos do Museu da Região Flaviense prende-se com uma aposta na interacção e cooperação entre o museu e as escolas do concelho.

Neste sentido, o Museu, em colaboração com o projecto “Viver a Escola” da Divisão de Educação e Desporto, pretende dar continuidade à iniciativa “Um Património Vivo”.

Dentro da temática geral dos povoados castrejos, característico da Idade dos Metais, será explorada a temática da divisão social do trabalho, contrapondo “as profissões de ontem com as de hoje”.


A iniciativa visa dar a conhecer o quotidiano, o modo de vida e as actividades das populações castrejas do Norte de Portugal, revelar o Património Cultural local, divulgar as colecções Pré-Romanas do Museu, estimular a curiosidade pelos espaços museológicos e dinamizar o Museu e suas colecções envolvendo as escolas, criando uma relação de cumplicidade.

A actividade irá decorrer durante o mês de Março.

Inscreve já a tua escola e vem explorar o mundo dos povoados castrejos.

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Jornadas Europeias do Património 2009


Castro de Curalha/Arquivo Municipal:

O IGESPAR, enquanto coordenador nacional das Jornadas Europeias do Património, apresentou mais uma vez o programa de actividades culturais para o presente ano, sob o tema “Vi®ver o Património”.

Segundo o IGESPAR, trata-se de uma iniciativa que pretende ultrapassar o simples “Vir Ver” o Património, alargando o seu sentido mais lato de “Ver e Viver o Património”, tornando-se mais do que uma visita, uma experiência integral dos sentidos e da vivência quotidiana de um lugar.

Tal como tem vindo a acontecer nos últimos anos, a Autarquia Flaviense associou-se mais uma vez às “Jornadas Europeias do Património”, realizadas no dia 25 e 26 de Setembro.

No dia 25 de Setembro, foram efectuadas duas visitas orientadas e comentadas ao Castro de Curalha, um povoado fortificado que apresenta uma ocupação romana baixo-imperial e medieval, reaproveitando, eventualmente, um castro pré-romano. O povoado é composto por três linhas de muralha, duas das quais fecham integralmente o perímetro elíptico com cerca de 1ha. A muralha tem três portas de acesso ao povoado e cinco rampas. O povoado parece estar estruturado a partir de uma rua central ao longo da qual se erguem casas quadrangulares com paredes meeiras, que se encontram também adossadas ao lado interno da muralha. Em 2004, este espaço sofreu intervenções de melhoramentos e recuperação.

No dia 26, foram também realizadas duas visitas orientadas e comentadas ao recém-inaugurado Arquivo Municipal, localizado no centro histórico da cidade, onde o visitante pôde reviver um pouco daquilo que foi a Urbe Flaviense, a julgar pelos vestígios de habitação romana ali existentes, bem como pelo pano de muralha medieval que percorre toda a fachada posterior do edifício e que fazia parte da cintura de muralha que envolvia toda a zona fortificada da cidade de Chaves.

A visita contou, ainda, com uma apresentação das várias áreas técnicas e do circuito documental do Arquivo.

Estas actividades pretenderam, sobretudo, apelar ao público para a sensibilização, salvaguarda, preservação e valorização e reutilização do Património, no sentido de criar uma aproximação física e emocional do indivíduo com o património.

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Serviço Educativo


Os museus de carácter cientifico e arqueológico, possuem na sua maioria uma linguagem muito técnica nem sempre entendível por alguns sectores de público.

No sentido de colmatar esta necessidade pretende-se lançar um embrião de um serviço educativo na rede de museus municipais - Museu da Região Flaviense – com o objectivo de criar uma interacção e cooperação entre o museu e o visitante, de modo a despertar neste o interesse pelos museus que compõem a rede de museus municipais e suas colecções.



Para tal, o serviço educativo pretende estimular o gosto e a curiosidade pelo património cultural e pela cultura em geral, realizando em cooperação com a comunidade educativa e outras uma série de actividades, como a execução de visitas guiadas, acções de sensibilização nas escolas, oficinas e ateliers pedagógico-didácticos, jogos educativos e temáticos, apresentação de PowerPoints relativos a determinadas colecções e épocas, concursos inter-escolares, bem como o lançamento deste blogue, como veículo de divulgação e comunicação de todas as actividades realizadas e a realizar.

O serviço educativo tem como objectivo desenvolver a vertente pedagógica e lúdica, dar a conhecer o Património Cultural local, fomentar o gosto pela arte, criar experiências sociais e culturais gratificantes com vista a incentivar visitas regulares ao Museu e outras instituições culturais, na perspectiva duma educação não-formal criando uma relação de cumplicidade com os públicos com vista ao conhecimento numa perspectiva de educação para a cidadania, potenciando uma imagem positiva junto de todos públicos.

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Chaves


Cidade Património:

A origem de Chaves perde-se na longevidade do seu remoto passado, anterior mesmo ao antigo triunfo de Aquae Flaviae, à Xavias Medieval e às várias vicissitudes que teve de enfrentar ao longo da História.

Chaves, situada privilegiadamente no coração do Alto Tâmega, foi desde muito cedo um espaço cobiçado por povos, que ao longo da História fizeram deste o seu assentamento e no qual criaram raízes fecundas. Os testemunhos da presença humana na região datam de há milhares de anos, possivelmente mesmo do longínquo Paleolítico, como prova a Ciência com os vestígios das gravuras rupestres. Mais numerosos são os artefactos do Neolítico e da Idade dos Metais com destaque para os povoados castrejos, alcandorados no alto dos montes e destronados pelas legiões romanas.

De grande evidência são os vestígios da civilização romana, memórias vivas da importância estratégica que o vale de Chaves possuía devido à sua veiga fértil, à riqueza aurífera dos seus solos, às suas águas termais e à sua localização estratégica. Sem esquecer também que Chaves foi o berço da impressão dos dois primeiros incunábulos em língua portuguesa.

Um curto passeio pelo centro histórico permite admirar este manancial de vestígios deixados pelos vários povos ao longo dos tempos, desde as Termas Romanas, à milenar Ponte de Trajano, às típicas varandas medievais da Rua Direita, ao Pelourinho, às Igrejas de Santa Maria Maior e da Misericórdia pinceladas a românico e barroco, aos Fortes de S. Francisco e S. Neutel.
De modo a perpetuar tais memórias, sentiu-se a necessidade de criação de uma Rede de Museus Municipais, intitulada “Museu da Região Flaviense”, que tivesse como função, não só a conservação, mas também, a exposição e dinamização do património cultural da região, de modo, a afirmar e atestar a identidade cultural local e os valores da memória colectiva da comunidade flaviense.

Neste sentido, o programa cultural da cidade de Chaves tem apostado na implantação e dinamização de quatro núcleos museológicos diferentes, de modo, a dar a conhecer e divulgar à população flaviense e a todos quantos visitem estas terras, o seu património histórico-cultural.

Destaca-se, então, o papel desenvolvido pelos núcleos museológicos temáticos, nomeadamente o Núcleo de Arqueologia e Pré-História, que encabeça a rede, o Núcleo de História Militar, o Núcleo de História dos Transportes Ferroviários e o Núcleo de Arte Sacra.

Convidámo-lo desde já a uma visita pelos nossos Museus.

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Núcleo de Arqueologia e Pré-História


Criação:

A ideia de criação do Museu remonta a 1929, aquando da passagem de Chaves de vila a cidade.

Nesse ano, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal deliberou, na sessão ordinária de 18 de Maio, criar e eleger a Comissão Instaladora do Museu da Região Flaviense. Este grupo era constituído por distintas personalidades da cultura flaviense, nomeadamente, o Dr. Francisco de Barros, Dr. Adalberto Teixeira, Dr. António Júlio Gomes, Dr. Constantino Torres Vouga, Dr. padre António Cerimónias e o padre Manuel Pita.

A primeira casa do museu foi na antiga igreja do Convento das Freiras. Mas, em 1945, o museu foi transladado para o edifício do Largo do Anjo, uma casa senhorial que integrava a Capela de Santa Catarina.

Com a comemoração em 1978 do XIX século da existência do Município Flaviense, a qual contou com a presença do então Presidente da República, o General Ramalho Eanes, o museu foi novamente transferido, agora para o edifício do Paço dos Duques de Bragança, antigo albergue da célebre biblioteca-museu do duque, aonde permanece.

Em 1993, foi criada uma Comissão de Reformulação do Museu da Região Flaviense constituída por vários especialistas das áreas de História, Arqueologia e Museologia, onde se destaca a acção dos Profs. Drs. Armando Coelho e Rui Centeno, bem como do arquitecto Manuel Furtado Mendonça.

Inicialmente, este museu recebeu o nome de Museu da Região Flaviense, mas posteriormente foi atribuída esta designação à rede de museus municipais, que abrange os vários museus temáticos da região, passando este museu, que encabeça a rede, a designar-se por Núcleo de Arqueologia e de Pré-História.

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Edifício:

O Núcleo de Arqueologia e Pré-História situa-se no antigo paço dos Duques de Bragança, na actual Praça de Camões, num emblemático complexo monumental, no centro histórico da cidade de Chaves.

Trata-se de um edifício muito sóbrio, decorativo e tipologicamente constituído por dois pisos. Originariamente construído para albergue de D. Afonso, 1.º Duque de Bragança, este paço estava encostado à torre medieval, da qual era continuação.

D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I, casou com D.ª Brites, filha do Condestável D. Nuno Álvares Pereira e após o matrimónio, escolheu a então Vila de Chaves para residência e aí mandou construir bem perto do castelo o seu palácio, cuja construção terá começado em 1410 e concluída em 1446.

Quando a torre se tornou obsoleta, o edifício anexo passou a assumir o seu papel, sendo ampliado e melhorado.

No início do século XVIII, transformou-se em aquartelamento militar, passando a albergar a guarda principal da praça-forte, quando o Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, o General Francisco da Veiga Cabral, mandou ampliar o edifício e construir a fachada que se volta para a praça. É nesta época que o edifício vai atingir o porte monumental, com um largo portão encimado por trabalhosas e artísticas armas reais em pedra. Manteve a função militar até meados do século XX, altura em que acolhia o Batalhão de Caçadores de Chaves.

Todavia, foi já nos nossos dias que o Museu da Região Flaviense se transladou para este monumental edifício, honrando, desta forma, a memória de D. Afonso, que aqui viveu parte da sua vida, homem culto, muito viajado e um fervoroso entusiasta das artes e das letras.

O actual espaço museológico é composto pela sala principal, onde está exposta a colecção permanente, pela sala de exposição de pintura, dedicada ao Mestre Nadir Afonso, pelos gabinetes administrativos e pela sala de trabalhos arqueológicos.

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Colecção Museológica:

A recolha do seu acervo foi efectuada durante dezenas de anos por devotos arqueólogos amadores da região, por doação de filantropos e beneméritos, amantes do património e da cultura, e também por recolha em trabalhos arqueológicos levados a cabo na região flaviense.

Como a passagem de inúmeros povos por estas terras foi vasta, também o acervo arqueológico do museu é extremamente diversificado, balizando-se cronologicamente entre o III.º milénio a. C. e o período correspondente à Romanização. Neste sentido, podem distinguir-se dois períodos principais:


Período Pré-Romano - os primeiros vestígios legados datam do começo da Idade dos Metais, período designado por Calcolítico. Altura em que as comunidades indígenas iniciaram a produção de objectos em cobre, ao mesmo tempo que continuaram a fabricar artefactos em pedra. Seguiu-se ao Calcolítico ou Idade do Cobre, também a Idade do Bronze e do Ferro. Testemunhos do período Pré-Romano são os objectos líticos, como machados, goivas, enxós, percutores, pontas de seta, lâminas, lamelas, furadores, raspadores e raspadeiras; objectos em cerâmica, como os vasos de decoração incisa, tipo Penha, representativos da Cultura Campaniforme; Objectos de adorno, como contas de colar; elementos de fiação e tecelagem, como cossoiros e pesos de tear; objectos em metal, de cobre, bronze, ferro e ouro, como punhais, pontas de lança, machados, fíbulas, um anel, uma bracelete, argolas; estátuas em pedra, como a estátua-estela e a estátua menir; elementos de moagem, como as mós de vaivém e as mós giratórias.


Período Romano - o museu possui uma das mais ricas colecções epigráficas, nomeadamente de carácter votivo, honorífico, funerário e viário, com particular interesse para o estudo da vida pública e privada da comunidade aquiflaviense. Para além da epigrafia destacam-se ainda, a colecção de numismática, objectos de adorno, cerâmica sigillata, materiais de construção, estatuetas, elementos de fiação e tecelagem.


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Núcleo de História Militar


Criação:

Criado em 1978, aquando das “Comemorações dos XIX Séculos do Município de Chaves”, o Núcleo Militar, instalado na Torre de Menagem, tem em exposição permanente material militar, armas, espadas, uniformes, bandeiras, peças de artilharia, assim como diversas outras peças, que ao longo dos tempos, foram sendo utilizadas pelo exército português.

É dentro da temática militar, que o museu compõe as suas 4 salas, dando a conhecer e divulgando a História Militar Portuguesa a todos quantos nos visitam.

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Colecção:
 
No 1.º piso encontra-se o balcão da recepção e a sala D. João I. Nesta sala, dedicada à época da Reconquista, encontra-se em exposição permanente diversos materiais ligados ao tema militar da época, nomeadamente, uma réplica do elmo e espada de D. João I, uma bandeira da fundação de Portugal e da Ordem de Avis, bem como uma armadura e espadas do séc. XVII, para além de miniaturas de guerreiros dos distintos povos que passaram por Chaves até ao século XIV.

O 2.º piso surge ligado ao tema das Guerras Peninsulares (1808-1815), ao qual a cidade de Chaves se encontra fortemente ligada, uma vez que foi através desta cidade que a Segunda Invasão Francesa, liderada pelo Marechal Soult, penetrou em Portugal.

O acervo de carácter militar é variado, um Sarilho composto por três Carabinas de Artilharia Westley-Richards, uniformes de infantaria e da Companhia dos Caçadores de Chaves, quadros relativos ao Conde de Amarante, General Silveira, 1.º Marquês de Chaves, bem como outras peças de campanha do século XVIII.
Segue-se, no 3.º piso, a sala dedicada à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), onde se pode contemplar o espólio do General José Celestino da Silva, um capacete das tropas alemãs, alguns modelos de espingardas, uniformes de infantaria e várias peças de artilharia alusivas à época.

No 4.º e último piso encontra-se a sala dedicada à Guerra Colonial (1961-1974). Trata-se, sobretudo, de espólio usado nas províncias ultramarinas durante a guerra pelas forças inimigas, como canhangulos, uma espada gentílica, uma metralhadora ligeira, uma espingarda de repetição, uma pistola-metralhadora de tambor, azagaias, catanas e mocas gentílicas.

Por fim, um assomo ao cimo da Torre, encimada por um telhado torneado por um paço de ronda, permite desfrutar de uma magnífica vista panorâmica sobre a cidade, o rio Tâmega e o jardim envolvente.

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História:
 
A História do Castelo entrecruza-se com a de Chaves.

Segundo alguns vestígios arqueológicos encontrados, pode ter existido uma primitiva ocupação humana pré-histórica da região no remoto Paleolítico e continuada nas épocas seguintes, podendo, no local que hoje ocupa o Castelo, ter existido um castro.

Já na época Romana houve comprovadamente uma edificação, como o demonstram as pedras almofadadas encontradas nos alicerces do Castelo. Nessa época, Chaves foi um importante centro urbano, elevado à categoria de município a partir de 78, com Vespasiano, 1.º César da dinastia Flávia, que a denominou Aquæ Flaviæ, em homenagem à excelência das suas águas termais.

Com as Invasões Bárbaras dos Suevos, Alanos, Vândalos e Visigodos, a edificação que ali existia foi arrasada, como o resto da povoação.

Na Idade Média, as populações da região, deslocaram-se para os locais mais povoados, num outeiro sobranceiro ao vale do rio Tâmega, concentrando-se nele para assim, poderem amuralhar-se e proteger-se, pois eram frequentes os choques entre Cristãos e Mouros, que em 711 invadiram a Península Ibérica. Nos anos de Reconquista Cristã, as muralhas da vila de Chaves foram sendo construídas e destruídas, e de novo reconstruídas. É neste contexto que surge a primitiva edificação do Castelo de Chaves (séc. IX), quando Chaves foi tomada aos Mouros por Afonso III de Leão, o Conde Odoário foi encarregue da reconstrução das defesas e repovoamento do território.

Expulsos os Mouros, o Castelo entrou em decadência até à formação do Condado Portucalense, pois Afonso VI, rei de Leão e Castela, incluiu Chaves no dote de sua filha, D. Teresa de Leão e Castela, quando a casou com o Conde D. Henrique de Borgonha.

Em 1258, D. Afonso III, concede o foral à Vila de Chaves, que é confirmado em 1350 por D. Afonso IV.

Com a elevação à categoria de vila, Chaves consagrou-se como um núcleo populacional, económico e estratégico na linha da defesa das fronteiras do território português, surgindo a necessidade de reconstrução do Castelo e Torre de Menagem, continuada por D. Dinis.

No contexto da crise de 1383-1385, a vila de Chaves tomou partido por D. Beatriz e D. João I de Castela, que foram vencidos na Batalha de Aljubarrota, pelas forças do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, que impuseram cerco ao Castelo durante 4 meses, até à rendição do seu alcaide-mor, Martim Gonçalves de Ataíde.

Como recompensa, D. João I de Portugal doou estes domínios ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira, que por sua vez os legou como dote a sua filha D. Beatriz, pelo casamento com D. Afonso, Duque de Bragança, filho ilegítimo de D. João I, Mestre de Avis.

Ao longo da História foram várias as vicissitudes que o Castelo teve de enfrentar e que puseram à prova o espírito patriota, nomeadamente na Guerra da Restauração (1640), nas Invasões Francesas (1809) e na 1.ª Guerra Mundial (1914-1918).

Para além dos danos provocados pelas vicissitudes históricas e militares, as muralhas de Chaves sucumbiram também perante o crescimento da cidade, sendo absorvidas pelo progresso urbano e pela construção de casas de habitação e outras, como é ainda hoje visível nas zonas das Portas do Anjo ou da Rua do Sol.

Do Castelo resta apenas a Torre de Menagem como História viva das épocas conturbadas, classificada como monumento nacional desde 22 de Março de 1938.

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Edifício:
 
A Torre de Menagem, de planta rectangular, tem a altura de um edifício moderno de oito a nove andares. As paredes de granito, lisas e quase sem decoração, são rasgadas por estreitas seteiras, e a fachada a leste é adornada por varandas em madeira. O topo da torre está coroado por merlões e ameias. Nos vértices, pequenos balcões, semicirculares, são suportados por matacães.

A entrada na torre faz-se por uma porta com arco de volta perfeita, que está a cerca de seis metros acima do chão, para a qual se sobe por uma pesada escada de pedra, com guardas também empedradas. O portal encontra-se encimado por um brasão real com dezanove castelos.

Entra-se para o primeiro de quatro andares. Debaixo deste há ainda um piso térreo que, com apenas uma abertura no tecto, para o primeiro andar, servia de cisterna do castelo, não sendo sequer acessível.

O primeiro andar, tal como os outros é pouco iluminado por não haver janelas, ou haver poucas, já que as paredes apresentam uma espessura superior a dois metros. O primeiro piso é de pedra, tal como deveria ter estado no original, já os restantes foram restaurados em tijoleira, suportada por vigas metálicas. As escadas, originariamente em madeira, são agora também metálicas.


De todos os pisos é de destacar o terceiro, onde se encontrava um enorme fogão de sala, pois era o salão nobre da torre.

O último andar dá ainda acesso a uma excelente vista panorâmica de toda a cidade, da Serra do Brunheiro e do colorido jardim que envolve a Torre, limitado por muralhas da Restauração e adornado com algumas peças do núcleo arqueológico do Museu da Região Flaviense.


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Núcleo de Arte Sacra da Região Flaviense


Espaço/Colecção:

O Museu de Arte Sacra foi inaugurado oficialmente a 17 de Setembro de 2008, na presença de Sua Excelência Reverendíssima D. Joaquim Gonçalves, Bispo da Diocese de Vila Real, Dr. António Martinho, Governador Civil de Vila Real e Dr. João Batista, Presidente da Câmara Municipal de Chaves.

Este espaço, localizado no centro histórico da cidade, num edifício anexo à Igreja Matriz, pretende recuperar, preservar e valorizar aspectos fundamentais do património religioso do concelho e, desta forma, constituir-se como uma mais valia na diversificação da oferta museológica e de promoção do turismo cultural e religioso do município.

O espaço encontra-se dividido em dois pisos. O rés-do-chão, onde se localiza a recepção, é constituído por dois painéis: um ligado a Idácio, o Límico, Bispo de Chaves, que se notabilizou pelos seus escritos, no célebre “Chronicon”, onde narra o conturbado período histórico das invasões bárbaras no noroeste peninsular, chegando mesmo a ser cativo de Frumário, rei suevo, que arrasou a cidade Flaviense; o outro painel surge ligado à Serra do Larouco, pois essa massa disforme e abrupta que rompe no horizonte fascinou e povoou o imaginário do Homem desde a Pré-História, dando-lhe um carácter mais divino que terreno, cenário disso, são os altares em louvor da serra e do deus que dela emana, transbordando todo o cunho de sacralidade, o deus Larouco.

Para além destes dois painéis, encontra-se ainda no rés-do-chão alguns livros litúrgicos, o baú “sepulcro domino” e estatuária de santos, nomeadamente de Santa Bárbara, Nossa Senhora de Fátima, Santa Ana, do Menino Jesus de Praga e de S. Joaquim.


No piso seguinte, o acervo museológico é diversificado, composto por estatuária religiosa de N.ª Sr.ª da Conceição e S. Salvador; ex-votos a Nossa Senhora da Saúde, das Brotas, dos Remédios e ao Bom Jesus do Monte; paramentaria religiosa em tecido bordado, como casulas, pluviais, dalmáticas, estolas e manípulos, usada na celebração de missa solene; um painel da procissão “Corpo de Deus”, de 2006; assim como uma panóplia de objectos litúrgicos, como crucifixos, castiçais, missais, estandartes, cálices, bandeja e galhetas, naveta e colher, custódia, caldeirinha e hissope, usados na eucaristia.

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